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Refletir sobre a Violência e a Educação

O relatório da Unesco “Relatório de Monitoramento Global de educação para Todos, 2011” mostra que a guerra está destruindo as oportunidades educacionais em uma escala assustadora. Mais de 40% das crianças fora da escola vivem em países afetados por conflitos. Ou seja, o equilíbrio que vimos buscando de “Todos na Escola” sofrerá o impacto com milhões de futuros jovens analfabetos no mundo. Isto é de uma gigantesca violência: não permitir que muitos tenham acesso ao aprendizado.

A Campanha da Fraternidade deste ano nos traz a preocupação com a violência. Este tema nos chama a atenção para as grandes violências como a morte nos países em guerra, os abusos sexuais, a morte no trânsito…, mas será que não fica em nós a sensação de que esta violência não nos pertence, ou seja, não somos responsáveis por ela? Afinal não somos assassinos, não somos ladrões, nem muito menos abusadores sexuais. Fica a reflexão: qual é a nossa responsabilidade na diminuição da violência no mundo?

Precisamos refletir se em todos os momentos em que possivelmente gritamos aos pequenos: “vocês não conseguem fazer” ou “que burro” ou até mesmo “que vagabundo”; nestes momentos não trouxemos a violência para estes corações?

Quando paramos em fila dupla para entregar os filhos na escola, sendo que a legislação nos proíbe deste ato e, ainda nos damos o direito de ficarmos bravos e ofendidos do motorista de trás buzinar para nos chamar a atenção. Isto não seria uma violência aos direitos dos outros?

Jogar lixo na rua é uma violência contra a natureza? Contra a vida? Afinal uma sacola plástica ao vento é uma arma ao gado se ela for ingerida pelo animal.

Precisamos potencializar a educação para atuar como força de paz, diálogo, afetividade e respeito mútuo numa busca de reequilíbrio desses opostos e nos virmos neste processo antiviolência, pois certamente somos os responsáveis por construir uma vida de paz entre nossos irmãos.

Alessandra Lucchesi de Oliveira

Vereadora e Pedagoga.

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