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Hábitos bucais deletérios na dentição decídua

Os hábitos bucais deletérios potencialmente causadores de maloclusões são: a respiração bucal, a sucção de chupeta, dedo e o pressionamento lingual atípico.

A criança que respira somente pela boca (respirador bucal), além de não ter o ar filtrado e aquecido entrando no organismo dela, pode estar desenvolvendo uma maxila atrésica, ou seja, o céu da boca muito fechado acarretará em uma função errada de deglutição, fala, e provavelmente terá mordida cruzada. As características faciais atípicas encontradas nas crianças respiradoras bucais são: boca entreaberta, lábio superior curto, lábio inferior volumoso e evertido, face estreita apresentando graus variáveis, nariz achatado, pequenos orifícios nasais e mal desenvolvidos. Além disso, quando há a instalação crônica da respiração bucal, na fase de desenvolvimento da criança, pode afetar o desenvolvimento facial normal, e interferir na saúde geral.

Foto: Sempre materna.

A sucção de dedo/chupeta persistente podem gerar: retrognatismo mandibular, prognatismo maxilar, mordida aberta, musculatura labial superior hipotônica, musculatura labial inferior hipertônica, atresia do palato, interposição de língua, atresia do arco superior, respiração bucal, calo ósseo na região do polegar (sucção de dedo) e assimetria anterior.

Foto: Odontologia Franciane Coelho

 

Foto: Dr. Ortho.

Quando a língua não respeita seu limite anatômico, definido pela superfície lingual dos dentes anteriores, como podemos observar nos fonemas apicais (T, D, N, I, S, Z), considera-se que o paciente apresenta um pressionamento lingual atípico. Neste caso, além do tratamento ortodôntico, ressaltamos a importância do tratamento fonoaudiólogo.

Os desequilíbrios musculares decorrentes dos hábitos bucais deletérios durante o período de crescimento facial podem perturbar o desenvolvimento normal da oclusão, comprometendo a morfologia e a função do sistema estomatognático.

A mordida aberta anterior surge cedo e retrata a maloclusão mais comum no estágio de dentadura decídua, sendo diagnosticada em cerca de 35% das crianças. Dados revelam que, crianças com hábitos de sucção persistente, essa porcentagem aumenta para 50%.

Foto: Cetro Bh.

A referência etária de 4-5 anos de idade, em média, (ainda dentro do estágio da dentição decídua) de interrupção espontânea do hábito de sucção de dedo ou chupeta, pode levar a autocorreção da mordida aberta anterior. Porém, essa correção espontânea dependerá do padrão dentofacial da criança, da gravidade da maloclusão, da competência da musculatura peribucal e outros hábitos, como postura inadequada de língua em repouso, respiração bucal e hábitos labiais. Por isso, há possibilidade do erro persistir, mesmo com o abandono do hábito.

O tipo e a gravidade da maloclusão provocada pelo hábito de sucção, dependerá da intensidade, da frequência e da duração desse hábito, bem como da resistência alveolar e do padrão dentofacial da criança.

Por isto, é muito importante a abordagem do ortodontista para avaliar qual o grau da maloclusão e qual conduta ser tomada para prevenção e tratamento, evitando maiores danos, principalmente se o mesmo persistir na dentição permanente, o que envolverá uma abordagem cirúrgica de tratamento.

Fique atento aos hábitos de seu filho, e leve-o à uma avaliação ortodôntica, desde cedo, para prevenir maiores complicações.

 

Fernanda Sauer Sartor.

Cirurgiã-dentista.

Clínico geral e ortodontia.

CRO 66.633-SP.

Sartor Odontologia.

Rua Amando de Barros , 1834.

F: 3815-2770/99671-3768.

 

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