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Educação

O impacto positivo na educação através da psicopedagogia

Psicopedagogos fazem trabalho efetivo na educação base de crianças, melhorando aprendizagem.

A psicopedagogia vem ganhando força e se mostra de grande importância na área da educação atualmente. Com o objetivo de diagnosticar e resolver problemas de aprendizagem, é uma função eficaz e importante para a efetividade no ensino base de alunos que possuem alguma dificuldade de aprendizagem.

Há dois tipos de psicopedagogia, a clínica e a institucional. A psicopedagogia clinica é uma intervenção individualizada na maioria das vezes, mesmo que seja em grupo, o paciente também está desenvolvendo algo individual

Psicopedagogia institucional trabalha com preventivo e com propostas pedagógicas da escola e necessidades do aluno, orientando, auxiliando e identificando dificuldades pedagógicas.

Segundo Luciana Barros de Almeida, presidente nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABP) cerca de 5% da população escolar tem algum tipo de dificuldade de aprendizagem. Isso afeta diretamente o desenvolvimento de aprendizado do aluno, se não diagnosticado, o aluno poderá ter sérios problemas em sua vida escolar.

Vendo essa importância, em 2013 foi sancionada uma lei pelo atual prefeito na época Fernando Haddad, que obrigava a inserção de psicopedagogos em todas as escolas municipais de São Paulo. Essa medida foi tomada com a finalidade de diagnosticar e resolver problemas de aprendizagem de alunos do ensino infantil e fundamental. Em 2016, também foi aprovado como projeto na câmara dos deputados pela comissão da educação, a assistência psicopedagógica nos sistemas educacionais federais, estaduais e municipais.

Mesmo com essas atitudes tomadas, o índice de déficit na educação ainda se mostra presente. Há esse déficit por inúmeros fatores, mas não pode ser ignorada a questão de falta de auxilio psicopedagógico na educação.

Mariana Campos, pedagoga do Colégio PM Cruz Azul, em entrevista concedida, afirma:  

“O contato desses dois profissionais, professores e pedagogos, é uma maneira muito eficaz para o desenvolvimento do educando, é fundamental que o psicopedagogo atue de forma preventiva e investigativa para que seu diagnóstico seja preciso, ele ainda deve conhecer minuciosamente o sujeito envolvido, para isso, nada melhor do que o professor, para descrever sobre as dificuldades apresentadas pelo aluno.”

Declara também que o papel do professor é fundamental, afinal, ele tem contato diário e próximo com o aluno, além de ter fácil acesso aos grupos que cerca o educando, como a família, amigos e outros professores.

A mesma diz que é muito comum alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem e declara qual o posicionamento que o professor e a escola devem tomar: “Acredito, que em primeiro lugar, o professor junto a escola deve compreender que alunos com dificuldades de aprendizagens não são incapazes de aprender. E o ponto crucial, por meio do professor, adaptar metodologias de ensino para ajudar seu aluno, é necessário buscar uma inovação na sala de aula, principalmente na integração de atividades lúdicas, e o uso da tecnologia é um grande aliado.”

Em última divulgação que o Ministério da Educação realizou sobre a Avaliação de Alfabetização Nacional (ANA) em 2016, os dados mostram que mais da metade das crianças do 3º ano do ensino fundamental não possuem conhecimento suficiente em matemática e leitura, isso equivale em 55%.

“A falta de apoio a esses alunos, resulta em um déficit muito alto no desenvolvimento de diferentes capacidades do aluno, sendo elas: cognitivas, afetivas, físicas. O sentimento de incapacidade que pode gerar em uma criança, traz consigo outros tantos fatores que podem comprometer as possibilidades de aprender” diz Mariana a respeito da importância de um trabalho correlacionado entre escolas e psicopedagogos, a mesma afirma que muitas negligenciam esse princípio, e por conta disso, resultados como o da ANA, persistem.  

Sandra Lisboa, psicopedagoga e coach educacional diz quais são as principais dificuldades de aprendizagem presentes hoje em alunos do ensino fundamental:

“Toda situação que limita a aprendizagem, mas que já foi feito algo para poder contornar a situação e mesmo assim a limitação continua é considerada uma dificuldade de aprendizagem.  As principais são disgrafia, dificuldade disortográfica, discalculia, dislexia, e TDH e hiperatividade.

A única forma de identificação de dificuldade de aprendizagem é através de uma avaliação e testes validados cientificamente que constatam a dificuldade, além de constatar mensura o quanto e qual a linha de intervenção que o profissional deve seguir.”

Após as avaliações, tratamento e acompanhamento iniciados, é necessário que haja total alinhamento entre escola, pais e psicopedagogo, além disso, Sandra também afirma que a falta de confiança no profissional torna os resultados do aluno podem ser atingidos num prazo maior.

Eliana Mello, pedagoga, mãe de três filhos, conta seu relato com a filha Déborah Mello, que na infância possuía dificuldades de aprendizagem e teve que passar por tratamento psicopedagogo. Ela conta como foi diagnosticado a dificuldade de aprendizagem e o tratamento da filha.

“Quando ela foi pro 1°ano muitas coisas aconteceram, meu segundo filho nasceu, meu pai faleceu num terrível acidente de carro e meu marido foi transferido pra trabalhar em Goiânia. Nesse período percebi que tudo isso influenciou no emocional dela e refletiu na aprendizagem pois seu desenvolvimento ficou aquém do esperado. Mas como esse momento foi turbulento, também por conta da transferência, com isso a gente ia se mudar resolvi procurar ajuda profissional só no ano seguinte quando já estávamos morando em Goiânia e na nova escola foi constatado logo no início do 2° ano que sua aprendizagem estava defasada.” Diz, Eliana, como foi o processo onde descobriram a defasagem e dificuldade de aprendizagem da filha.

Eliana conta que o tratamento foi embasado no desenvolvimento do bloqueio que a filha havia criado pela alta carga emocional, que refletiu em dificuldades de aprendizagem. “Nas sessões, foi muito trabalhado o psicológico e emocional da Déborah, que eram as causas que refletiam em suas dificuldades de aprendizagem.” Assegurou também que a diferença foi notória, e que somente após o tratamento foi possível melhorar o desempenho e completar a alfabetização da filha.

Eliana também afirmou que após o tratamento de sua vida, vê que é imprescindível a importância do trabalho do psicopedagogo em casos necessários. “A presença de um psicopedagogo na vida escolar da minha filha foi de extrema importância, abriu caminhos para um melhor rendimento escolar, além de juntamente com o psicólogo, ajudou nas raízes emocionais. Por isso, qualquer problema que o aluno apresente em sua vida acadêmica merece atenção, se a escola e família não ajudarem e os problemas persistirem, é indispensável procurar a ajuda de um profissional da psicopedagogia.”

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