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Impostos ao longo da história

Os encargos tributários estão presentes em nossa vida financeira até mais do que desejamos. Você sabe como isso começou? Confira!

É datado de quatro mil anos antes de cristo o primeiro documento com referência a pagamento aos impostos. Os sumérios, além entregar parte dos seus alimentos ao governo, trabalhavam cerca de cinco meses como moeda de troca por viverem em terras do rei.

Segundo a arqueóloga da universidade da Pensilvânia, Tonia Sharlach, o que sumérios, egípcios e outros povos antigos garantiam com a contribuição naqueles tempos era apenas e estritamente suas vidas. Mudavam-se os meios, modos e formas de acordo com a evolução do homem vivendo em sociedade e do passar do tempo.

Roma inovou

O Império Romano foi responsável por aprimorar diversas novas técnicas de coleta de impostos e arrecadação, que formam bases sólidas para estudos até os dias de hoje. Em 167 a.C., Roma se tornou tão rica à custa de povos conquistados, que suspendeu a cobrança de impostos sobre seus cidadãos.

Eram os efeitos das taxas cobradas a comerciantes, estrangeiros e povos com economias pré-industriais que circundavam a totalidade de terras do Império Romano. O censo, usado até hoje por muitos países, também foi criado pelos romanos de maneira a decidir quanto cobrar de cada província.

Era calculado o número de pessoas e qualidade de vida dos contribuintes para assim se ter uma ideia do valor real a ser aplicado para o pagamento de impostos.

Uma das maiores curiosidades sobre tributo em produtos também é do tempo do Império Romano. O Imperador Vespasiano, não contente com a esperteza de alguns comerciantes, instituiu tributos sobre o xixi. Isso porque naqueles tempos o couro era tratado com urina humana, coletada de mictórios e posteriormente vendida no mercado.

Apesar de estabelecer um sistema de cobrança funcional e destinar boa parte das contribuições não só ao poder de guerra, mas também a estradas, portos, mercados, entre outros, Roma caiu. Com a queda do império romano, um novo método organizacional da sociedade surgiu, e com ele, novos parâmetros para arrecadação de impostos.

Surge o feudalismo

Nesse novo sistema, o proprietário do feudo, ou seja, das terras, concedia a um servo uma parte do seu terreno que, em troca de proteção e do mínimo para subsistência de sua família, pagava taxas ao seu novo rei.

Dentre as taxas, as mais conhecidas são a talha: que é parte da produção total do servo; as banalidades: que correspondem a um imposto especifico por usar a infraestrutura do feudo (moinhos, forno, etc); a capitação: um tributo pago de acordo com o número de membros da família e o tostão de Pedro: o dízimo pago à igreja.

Com o passar dos anos e a estruturação de um processo funcional de comércio entre os feudos, pequenas cidades foram constituídas, e delas, surgiram os burgueses e aristocratas.

O começava o fim do feudalismo

 Com concentração de capital e poder em mãos, a burguesia começou a contestar a finalidade, falta de participação e cobrança exagerada de taxas por parte da nobreza, que por sua vez, se vê descontente com a cobrança. isso, por parte da França, resultou na icônica revolução francesa.

Esse fato, mais a carta magna, da Inglaterra de 1215, que limitava os excessos do rei, em especial, das taxas abusivas de impostos, foram de suma importância para os moldes do processo tributário estabelecido em diversas sociedades dos dias de hoje.

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