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Crise econômica estimula o empreendedorismo

O Brasil encara um recesso econômico desde meados de 2014 e acabou
afetando empresários e seu impacto acabou gerando visões de contraste sobre este cenário: a adversidade como fator que coíbe o crescimento ou a oportunidade de inovar em cima de um cenário adverso que oferece a oportunidade de criar o rumo a se seguir.

Pelos critérios da Fundação Getúlio Vargas, o ciclo de contração da atividade econômica, iniciado em meados de 2014, no primeiro mandato de Dilma, já completou sete trimestres. O oitavo está em curso; e até o dezembro, serão 11 levando o país a pior recessão econômica da história segundo Gustavo Patu da Folha de São Paulo.

“A crise trouxe com ela a constatação de que a gente só trabalha para pagar imposto o que dificulta e muito o nosso crescimento. Pelo contrário, houve falências pessoas que fecharam suas portas porque se entraram incapacitadas de obter lucro” afirmou Sueli Umbelino, empresária há 17 anos dona de duas lojas de uniformes em Bauru.

Quando perguntada sobre alternativas, Sueli procurou manter o otimismo: “na crise é possível encontrar também pontos positivos, para manter o seu negócio é necessário inovar, como no comércio nós temos que procurar oferecer uma gama maior de opções para o consumidor”.

Uma das vilãs mais concretas da economia brasileira, a inflação é o um dos
principais fatores citados na diminuição do poder de consumo da poulação. Quando falamos sobre a inflação na Brasil, referimo-nos maioritariamente à inflação baseada no índice de preços ao consumidor, ou seja IPC.

O IPC brasileira reflete a evolução dos preços de um pacote de produtos e serviços padrão que as famílias na Brasil adquirem para consumo. Para determinar a inflação, compara-se percentualmente o nível IPC de um determinado período em relação ao nível do período anterior. Havendo uma descida dos preços estamos então perante deflação (inflação negativa).

“Os números não deixam dúvidas sobre a gravidade da situação econômica
brasileira, muito embora o governo tente mascarar a crise com interpretações convenientes e a negação dos dados captados pelas diversas consultorias econômicas, instituições de classe e até mesmo das próprias agências e órgãos governamentais”. Diz Alberto Valle, consultor nas áreas de marketing digital e e-commerce.

“Analisando a atual situação econômica do Brasil dá para perceber que é de
estagnação. A crise econômica de 2016 não é mais apenas uma hipótese e consta como fato em toda pauta de reunião de empresários do país e também fora dele. Acreditar em mais uma história sobre ‘marolas’ é negar a realidade econômica do país e abrir a porta para o fracasso”, inferiu Alberto sobre o atual cenário econômico nacional.

Olhando o copo meio cheio

Junior Leme, empresário e um dos donos da Leme Lubrificantes, há males que vem para o bem: ”o brasileiro vem com a habilidade de se adaptar no seu DNA e essa habilidade veio bem a calhar para o presente momento” afirmou ele, prezando pela versatilidade. “Esses períodos turbulentos não vem de uma hora para a outra, servem para por à prova a capacidade de gestão dos empresários, separando o joio do trigo”.

Assim se desenha um cenário aonde pode ser terra fértil para boas ideias e
redefinir os conceitos de inovação ou um local aonde a terra não produz fazendo assim com que tudo pereça. Para buscar uma reabilitação econômica requer planejamento e investimento em infraestrutura assim quem sabe pode voltar a sonhar com uma boa média de crescimento anual.

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