Home>Colunas>“Todo mundo é jornalista”
Colunas Geral

“Todo mundo é jornalista”

Com o avanço da globalização e da tecnologia proveniente da Era da Informação, produzir conteúdo noticioso se tornou uma tarefa mais acessível. Com a criação de um blog, por exemplo, o proprietário tem acesso a um espaço onde pode escrever sobre uma infinidade de temas. É nesse contexto que cresce também a discussão da comunidade jornalística quanto à desvalorização da profissão.

A preocupação é refletida no inciso 7 do artigo 7° do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. O inciso diz que o jornalista não pode permitir o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas. Essa desvalorização da profissão é um processo, e possui alguns destaques, como a derrubada pelo Supremo Tribunal Federal da exigência do diploma para o exercício do jornalismo no Brasil, no ano de 2009.

Outro marco nesse processo é o espaço conquistado pelo site do YouTube como canal de divulgação de notícias. A plataforma de vídeos alcançou grandes proporções, tornando-se um dos principais meios digitais de informação. De acordo com dados levantados pela própria organização, o YouTube possui mais de 1 bilhão de usuários, que corresponde a quase 1 terço dos que utilizam a internet de forma geral.

Ainda segundo o site, são assistidas cerca de 1 bilhão de horas em vídeos por dia, que geram bilhões de visualizações neste curto período. Por fim, mais da metade das visualizações ocorrem por meios de dispositivos móveis, como os celulares.

Diversos meios de comunicação da grande mídia, tanto no âmbito nacional, como a Folha de São Paulo ou o Estadão, quanto no âmbito internacional, como o jornal The New York Times, dos Estados Unidos, possuem um canal oficial no YouTube, que é abastecido constantemente. Esta é uma das plataformas utilizadas neste formato do “fazer jornalismo”, em um processo que divide opiniões.

Comentários

Comentários