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Micro e pequenos negócios nas redes sociais

As redes sociais continuam em constante crescimento. De 2014 a 2017, as marcas passaram a utilizá-las ainda mais. O Facebook, por exemplo, teve um crescimento de 34% quando o assunto é a presença de marcas na rede. E o Facebook não está sozinho: o YouTube teve um aumento de incríveis 800%, enquanto o crescimento do Instagram ultrapassou 2000%. Com base nesses números, é possível afirmar que as redes sociais são hoje um importante foco de investimentos em comunicação das empresas, incluindo os micros e pequenos negócios.

Atualmente, boa parte das pessoas passam bastante tempo nas mídias sociais. Então, se o público está lá, é lá que sua empresa deve estar; é lá que ela irá conseguir estabelecer uma comunicação com ele e trocar informações valiosas para uma gestão estratégica.

Estratégias

Ter estratégias bem definidas é muito importante para o sucesso das empresas nas redes sociais, seja a empresa grande ou pequena. É muito importante saber o que falar, para quem falar, como falar e quando.

No entanto, traçar essas estratégias de maneira amadora pode prejudicar os negócios. Rosana Rocha, sócia-diretora e responsável pelo atendimento da 2 Design e Comunicação, lembra que as próprias ferramentas se encarregam de oferecer algumas instruções básicas para que a pessoa consiga gerenciar suas redes de forma independente. E isso não tem nenhum problema se ela seguir atentamente o que as redes procuram ensinar. “Fazer a gestão de redes sociais é um trabalho de inteligência, onde é preciso estar muito atento para aproveitar oportunidades e não cometer erros que possam refletir negativamente em relação à imagem da empresa. Então, se você começa a não entender o que está fazendo ou se o negócio tomou uma proporção que exige mais da sua estratégia, é hora de procurar um profissional”, alerta.

Rosana Rocha também aponta que o maior erro cometido por micro e pequenas empresas nas redes sociais é o amadorismo. “É um grande engano achar que a rede trabalha sozinha a seu favor e não usar a inteligência por trás dos mecanismos. Rede social não divulga o seu produto ou serviço gratuitamente. Tudo tem um preço e um investimento. E aí, quando se fala em investir, é a lei universal do retorno – quanto mais você investe e usa com inteligência esse investimento, maior e mais qualificado será o seu retorno. Não tem a ver com achismos. Tem a ver com pesquisas, dados, conhecer exatamente para quem você está falando, o que você quer dizer e qual a melhor forma de dizer. A consequência de investir mal é não ter o retorno desejado ou não ter nenhum retorno, o que é pior ainda”, esclarece.

A especialista também destaca que outro erro muito comum é que muitos micro e pequenos empreendedores costumam usar o perfil pessoal como se fosse o da empresa. Isso pode ser muito prejudicial. “Primeiramente, é válido ressaltar que o básico da gestão empresarial é não misturar vida pessoal com a profissional, em nenhum aspecto. Mesmo que a pessoa seja popular e sua imagem seja um chamariz para a marca, ela deve ter um limite entre o pessoal e o empresarial. Os perfis pessoais são estrategicamente pensados para relações informais e têm todos os recursos da ferramenta voltados para isso. Já os perfis profissionais são voltados para melhor divulgação e penetração do produto ou serviço no ambiente comercial”, explica.

Quais redes usar?

O foco de qual rede social usar, abordagem e linguagem são aspectos que dependem muito do perfil de público que se quer atingir. A empresa precisa estar onde o público-alvo mais está. Por exemplo, as gerações mais novas não percebem tanta vantagem em ter contas no Facebook. Elas preferem comunicações mais rápidas e interativas, que são possíveis no Instagram, Snapchat ou Twitter.

Rosana Rocha lembra que cada rede social tem a sua particularidade e linguagens próprias. O Facebook privilegia relacionamentos pessoais – pessoas não gostam de ser impactadas por ofertas nessa rede. O Linkedin, é usado para atrair e manter talentos conectados. O Instagram tem o foco na imagem e no real objetivo da comunicação – nada de textão. Essa rede tem funcionado muito bem para vender e comprar, mesmo que não tenha sido esse o seu objetivo ao ser criada. Já o WhatsApp, em função de sua característica de comunicação rápida, tem sido muito útil para ambiente de negócios, até mesmo por isso já tem uma versão business. Desse modo, “é importante estabelecer estratégias que serão usadas em cada rede”, afirma Rosana.

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