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Mês do Orgulho LGBTQIA+: Busque por mais Inclusão e Diversidade

Entenda mais sobre a comunidade e conheça maneiras de apoiar pessoas LGBTQIA+

Entre as festividades de junho, temos a do Orgulho LGBTQIA+, que é comemorada ao longo do mês por boa parte do mundo. Com foco na visibilidade e resistência contra o preconceito, o Mês do Orgulho está se tornando cada vez mais um evento marcante. Mas apesar da data comemorativa neste mês, a luta por igualdade e direitos é uma questão diária para as pessoas dessa comunidade.

Com a disseminação de tanto ódio, tanto nos meios reais, como virtuais, é preciso encontrar formas de combatê-lo. Por isso, neste artigo vamos falar sobre como buscar mais inclusão e diversidade.

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A imagem mostra os braços de um homem branco segurando uma grande bandeira com as cores da comunidade LGBTQIA+, e ao fundo há um céu azul.
A comemoração do Mês do Orgulho LGBTQIA+ é uma forma de resistência da comunidade e apoio às diferentes orientações sexuais e identidades de gênero (Reprodução: Freepik)

A sigla LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans, Queer, Intersexo, Assexuais) representa e engloba as diferentes orientações sexuais e identidades de gênero. Um ponto inicial é entender a diferença que há entre um termo e outro. 

Orientação sexual é a forma pela qual cada um sente atração afetiva e sexual, podendo ser por pessoas do mesmo gênero que o seu, ou o oposto. Já identidade de gênero, como o próprio nome já diz, é a identificação do indivíduo, seja feminino, masculino, os dois ou nenhum deles.

Depois é preciso saber que comunidade LGBTQIA+ não é apenas um grupo com causas sociais. Trata-se de pessoas que se orgulham de suas identidades e forma de amor, e buscam juntas maneiras de desconstruir estereótipos que afetam gravemente sua vivência. É sobre uma questão humana entender suas lutas, e não precisa ser LGBT para apoiá-las. Porém, as formas de promover a diversidade e inclusão ainda estão em construção, então, siga a leitura para saber mais.

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Escute e apoie pessoas LGBTs

Segundo pesquisas do Grupo Gay da Bahia, entidade que há 40 anos coleta informações e divulga o Relatório Anual de Mortes Violentas de LGBTs no Brasil, em 2018 foram registrados 420 homicídios por lgbtfobia. Esses dados mostram que a cada 20 horas um LGBT é assassinado no país, classificando o Brasil como o que mais mata pessoas da comunidade LGBTQIA+ no mundo. O número de casos ultrapassa países do Oriente Médio e África, onde ainda persiste a criminalização e pena de morte para LGBTs.

Essas informações reforçam a importância da luta por direitos dos LGBTs. Leis que assegurem uma expectativa de vida e proporcionem oportunidades dignas e igualitárias para todos deveriam ser indispensáveis. Por isso, na hora de discutir sobre essas pautas, é importante respeitar o local de voz de pessoas LGBTs. Somente elas sabem como é essa realidade. Escute, apoie e juntos busquem maneiras de transformar esse quadro social.

Derrube estereótipos e preconceitos

Os estereótipos prejulgados sobre a comunidade LGBTQIA+, são formas pejorativas de hostilizar e intimidar essas pessoas. O preconceito ainda é uma grande barreira a ser desconstruída quando falamos sobre diversidade e inclusão das diferentes pautas sociais. Não apenas os LGBTs sofrem com essa violência, seja ela direta ou velada. Mulheres, negros e PDCs, são alguns dos grupos que também passam por esses importunos.

Para que possamos conviver em harmonia, é preciso, acima de tudo, respeitar as individualidades. Ninguém é igual ao outro, somos pessoas diferentes, e nossas características e personalidades não deveriam ser motivo para exclusão e violência. O amor é livre, e o respeito é um dever, então, derrube seus preconceitos, pois ao contrário de construir uma sociedade melhor, eles serão um empecilho.

A imagem exibe um infográfico sobre a lgbtfobia no Brasil em 2017. Na parte superior mostra em porcentagens as diferentes causas de denúncias feitas por lgbtfobia, sendo a maior a violência psicológica. E na parte inferior informa que 73% dos estudantes LGBTQIA+ já sofreram violência verbal, e 58,9% destes que sofrem agressões faltam pelo menos uma vez no mês as aulas, o que leva à evasão escolar.
Segundo dados atualizados, em 2019, 329 pessoas LGBTs foram assassinadas, sendo que a maioria das vítimas eram trans. (Reprodução: Politize)

A representatividade é um papel fundamental

Hoje, muito se fala sobre o papel da representatividade, e, realmente, esta é uma discussão de extrema importância. Sentir e ver-se representado nos diferentes meios e espaços são peças fundamentais em nossa socialização e construção pessoal, principalmente quanto consumidores frente às marcas.

E isso não é diferente para as pessoas LGBTs. Ocupar espaços que nos são negados devido ao preconceito, não é apenas uma questão de pertencimento, é também um ato político e de resistência da comunidade LGBTQIA+. Por isso, reflita na hora de representar os públicos, zele pela diversidade e inclusão.

Diversidade e Inclusão no Mercado de Trabalho

Pelo relatório feito em 2018, o Grupo Gay da Bahia informou que apenas 10% da população LGBTQIA+ no Brasil trabalha de forma registrada, e 90% das pessoas trans vivem financeiramente da prostituição. Para muitos LGBTs, uma oportunidade de emprego quase nem chega a fase de entrevista. Além do preconceito e exclusão de pessoas LGBTs no mercado de trabalho, ainda há um grande número de analfabetismo, já que muitos abandonam os estudos.

Um mercado de trabalho mais inclusivo vai para além de representar as diversidades em campanhas publicitárias. Uma empresa mais diversificada atende melhor seu público, já que tem uma equipe composta por diferentes perfis. Por isso, é preciso promover meios de capacitação e contratação de pessoas LGBTs nos diferentes ramos. Um mercado de trabalho que busca a diversidade e inclusão abre novos caminhos para todos os profissionais e economicamente para o país.

Sempre há espaço para TODES

A comunidade LGBTQIA+ resiste contra o preconceito e luta pela garantia de direitos à vida, sem o intuito de tirar ninguém de seus espaços. Suas manifestações discutem sobre uma sociedade igualitária, onde há lugar para todos. Ocupar locais e impor-se é uma etapa precisa para que sejam ouvidos.

Durante muito tempo, a comunidade vivenciou que o fato de sua existência era um fator determinante para serem violentados. Mas, hoje, lutam para que essa realidade mude. Através de muito diálogo, orgulho e respeito caminharemos juntos para uma humanidade que contemple toda sua diversidade.

Agora que você já sabe como buscar maneiras de apoiar a diversidade e incentivar a inclusão, é hora de pôr em prática o combate ao preconceito e promover a igualdade!

Gostou da matéria? Então fique atento(a) ao nosso portal para saber sobre mais assuntos e conscientizar-se.

Por: Gabriel Brito de Souza – Jornal Junior – Unesp/Bauru

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