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Os impactos do machismo na vida dos homens

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Entenda como o machismo é negativo para a saúde dos homens e saiba o porque precisamos falar sobre o tema

O penúltimo mês do ano é o escolhido para dar evidência à campanha Novembro Azul, criada há cerca de 18 anos, que visa difundir informações sobre prevenção e diagnóstico do câncer de próstata. Mesmo sendo o tipo mais comum entre os homens, o câncer de próstata – e, principalmente, o exame que o diagnostica – continua sendo um tabu social, que causa cerca de 15 mil vítimas por ano no Brasil.

Desse modo, o Novembro Azul realça como o machismo – entendendo esse termo, segundo a psicóloga Mirian Béccheri, como um conjunto de atitudes e valores tradicionalistas e sexistas, que se criou e se estabeleceu, baseado em uma história patriarcal, como uma das bases da cultura contemporânea – também impacta a vida dos homens e como eles se relacionam.

Os estereótipos do machismo afeta, entre outras coisas, a saúde mental e os relacionamentos na vida dos homens (Reprodução: Getty Images)

COMO O MACHISMO IMPACTA NA VIDA DOS HOMENS?

Os impactos negativos dos estereótipos machistas são vistos principalmente na saúde fisiológica dos homens, já que, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, grande parte da população masculina não faz o exame de toque retal, essencial para o diagnóstico de câncer, por não considerar “coisa de homem”. Por não ser visto como algo “másculo” pelos olhos de uma cultura machista, é associado, instantemente, como algo ruim que afeta a masculinidade dos homens, o que é na verdade uma ideia totalmente errônea.

Outra negligência decorrente dos estereótipos machistas é na área da saúde mental. Além da forte pressão social sobre o desempenho do seu papel na sociedade, como o ter um profissão e ser o “chefe” e única renda da família, e de que sempre precisa manter uma figura forte e evitar expressar seus sentimentos, os homens são ensinados desde de cedo a se privarem dos espaços de autocuidados socioemocionais.

Reconhecer e expressar medos, frustrações e dificuldades; e até mesmo buscar suporte médico e psicológico, é visto como um ato de fraqueza pelo machismo. Mas, esse preceito tem consequências graves, como o isolamento, o abuso de álcooljá que, no estado de São Paulo, mais de 89% dos internados por alcoolismo são homens – e até a tentativa de tirar a própria vida – segundo o Ministério da Saúde, eles se suicidam quatro vezes mais que as mulheres.

Buscar auxílio médico para cuidar da saúde mental não significa fraqueza ou impotência (Reprodução: Getty Images)

PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE O MACHISMO!

Essas são algumas das questões que evidenciam o impacto do machismo na vida dos homens. E que infelizmente, mesmo tendo pesos diferentes, também afeta a vida das mulheres e toda a nossa sociedade. Tais estigmas  mostram a necessidade de que precisamos promover a desconstrução desses preconceitos machistas.

Segundo Béccheri, um meio de combater essa problemática e engajar o autocuidado nos homens, é inicialmente inserir maiores debates sobre o machismo e suas consequências em todas as esferas sociais. E com isso, promover a busca por uma educação baseada na masculinidade saudável, o que será muito importante para a saúde e vida social dos homens.

Além disso, sempre que necessário oriente a consulta médica com especialistas para haver cuidados mais adequados, seja em situações fisiológicas ou mentais. Falar sobre saúde mental é um grande passo para combater os malefícios do machismo que afetam nossa sociedade.

Gostou da matéria? Então fique atento(a) ao nosso blog caso queira ler outros conteúdos sobre comportamento.

Por: Lara Baesteiro – Jornal Júnior – Unesp/Bauru

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