Editorial NutriçãoGeralNutrição

Vegetarianismo, ovo-lacto-vegetarianismo e veganismo: entenda as diferenças e os benefícios das dietas

Omaxlab

Saiba como reduzir ou eliminar o consumo de produtos de origem animal no dia-a-dia

A imagem mostra uma mulher jovem e amarela, de cabelos pretos, comendo salada. Ela veste camiseta marrom, a qual está sobreposta por um blazer branco. Na mão direita, ela segura um pote de vidro com diversos legumes e verduras, enquanto, com a mão esquerda, ela leva um garfo à boca. Ao fundo, uma parede rosa.
Alimentação saudável é cada vez mais um sinônimo de redução de crueldade animal (Reprodução: FreePik)

Várias são as razões que influenciam na busca e aquisição de novos hábitos alimentares. Neste contexto, as práticas que visam reduzir ou eliminar o consumo de produtos de origem animal estão em alta. No Brasil, de acordo com o Good Food Institute Brasil, quase 50% da população diminuiu a ingestão de carne em 2020.

Vegetarianismo, ovo-lacto-vegetarianismo e veganismo são os principais representantes dessa tendência. No entanto, apesar da crescente evidência e aparente semelhança, essas práticas se distinguem e ainda geram dúvidas frequentes.

VEGETARIANISMO, OVO-LACTO-VEGETARIANISMO E VEGANISMO: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS

O ponto comum entre vegetarianismo, ovo-lacto-vegetarianismo e veganismo está no regime alimentar, já que nas três dietas existe a abolição do consumo de todo tipo de carne animal – aves, porcos, bois, peixes, entre outros. Mas, em cada uma, o acompanhamento do corte carnívoro acontece de formas diferentes.

No vegetarianismo, há uma alimentação livre não apenas de carne, como também sem uso de derivados e subprodutos de origem animal. Leite e ovos, por exemplo, não fazem parte do cardápio vegetariano.

O ovo-lacto-vegetarianismo, por outro lado, elimina a ingestão carnívora ao mesmo tempo em que permite o consumo de ingredientes advindos de animais. Dessa forma, não somente leite e ovos, mas iogurtes, manteigas e queijos também são incluídos nas refeições.

Abrangendo alimentação, vestuário e vários outros setores, o veganismo, segundo a Vegan Society, é um modo de vida que busca excluir, dentro do possível e praticável, todas as maneiras de exploração e crueldade contra os animais. Assim, o veganismo promove o desenvolvimento e uso de alternativas benéficas para humanos, animais e meio-ambiente.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS?

A adesão de práticas vegetarianas, ovo-lacto-vegetarianas ou veganas traz vantagens individuais e coletivas, tanto para saúde quanto para sociedade. 

O aumento do consumo de frutas, vegetais e grãos, sem o uso de carne animal, ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Pela riqueza em antioxidantes, fibras, vitaminas e minerais, as dietas citadas também reduzem a pressão arterial e previnem o surgimento de cânceres, como os de mama e próstata.

Além de evitarem o desenvolvimento de doenças crônicas e degenerativas, os hábitos alimentares sem produtos de origem animal contribuem para a preservação ambiental e redução nos desperdícios de alimentos. Esses foram fatores muito considerados por Paul McCartney e Maisa Silva, adeptos do vegetarianismo, e Joaquin Phoenix, aderente do veganismo, na decisão de mudarem sua rotina alimentar.

A imagem mostra alguns recipientes de tamanhos diversos contendo vários ingredientes de culinária, como tomate, cenoura, couve-flor, entre outros. Abaixo deles, uma mesa de superfície lisa
Vegetariana, ovo-lacto-vegetariana e vegana: dietas sem consumo de carne são nutritivas e saborosas (Reprodução: Freepik).

COMO SER VEGETARIANO, OVO-LACTO-VEGETARIANO OU VEGANO?

Não existe regra definida para se tornar vegetariano, ovo-lacto-vegetariano ou vegano, ou seja, os caminhos escolhidos para adotar esses hábitos alimentares variam de pessoa para pessoa.

No entanto, consultar um nutricionista é de extrema importância para começar a reformular seu cardápio sem ocasionar enfermidades ou ausências de nutrientes no organismo. Afinal, aderir alguma das três dietas mencionadas não significa ser doente ou ter deficiências alimentares.

Além disso, também é fundamental entender que existem muitos substitutos para o gosto e a textura da carne animal, como carnes feitas de vegetais e legumes, e que a transição de hábitos pode acontecer aos poucos.

Gostou da matéria? Então fique atento(a) ao nosso blog para conhecer mais conteúdos sobre nutrição.

Por: Vitória Vulcano, Jornal Jr – UNESP Bauru.

Comentários

Comentários

Mostrar mais
UPbe07

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo