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Etarismo: quando a idade interfere no mercado de trabalho

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A imagem mostra um casal de idosos negros, que lado a lado sorriem para a câmera. O homem usa uma camisa rosa e sorri de olhos fechados. A mulher usa uma blusa branca e sorri enquanto olha para a câmera.
A idade ainda é retratada como tabu para a sociedade (Foto: Freepik)

O advento da tecnologia trouxe para a humanidade diversas ferramentas nunca vistas antes. Com isso, diversos meios de comunicação e rede social ganharam espaço na vida das pessoas. Em meio a um ambiente com tanta informação e possibilidade de fala, tornou-se mais cotidiano debater sobre questões sociais, como o preconceito.

Entretanto, apesar dessa mazela social estar sendo mais debatida atualmente, algumas discriminações ainda são um tabu. Exemplo disso é o etarismo ou ageísmo, que consiste no preconceito contra indivíduos baseado na idade. Essa discriminação pode se manifestar de diversas formas, desde comentários que parecem inofensivos – mas carregados de estereótipos – até de maneiras políticas, legitimadas através de atos institucionais.

Desse modo, o etarismo pode afetar todas as idades, como os mais jovens que encontram barreiras para terem oportunidades em cargos de liderança. No entanto, a situação se agrava ainda mais para os mais velhos, que costumeiramente encontram diversas limitações para conseguir uma oportunidade de emprego ou mudar de profissão. 

Uma mulher madura olha para diversos documentos em sua mesa de trabalho enquanto segura uma caneta esferográfica preta. A senhora tem cabelos brancos, usa um óculos preto redondo, uma elegante camisa verde e uma calça jeans.
O mercado de trabalho pode ser árduo para adultos com mais de 50 anos (Foto: Freepik)

Esse estigma social é derivado da associação de diversos aspectos negativos atrelados à imagem do idoso. Apesar de todos saberem que envelhecer é algo natural, esse tema é tratado pela sociedade como algo triste e melancólico.

Nessa perspectiva, torna-se difícil vencer tais estereótipos e conseguir se inserir no mercado de trabalho. De acordo com a Organização Mundial da Saúde 16,8% dos brasileiros com 50 anos ou mais já sofreram alguma discriminação por estarem envelhecendo. 

São diversas as consequências que o etarismo traz para quem sofre esse preconceito. Na questão financeira, muitas vezes os adultos mais velhos dependem do trabalho para conseguirem se manter, enquanto a falta de oportunidade gera altas porcentagens de desemprego para as pessoas com mais de 50 anos. Além disso, a saúde mental também se torna uma das áreas mais abaladas, pois o desprezo pode ocasionar quadros de depressão, ansiedade e isolamento.

A imagem mostra um idoso de cabelos brancos que olha para a câmera enquanto digita em seu notebook. O senhor usa um óculos preto e um colete de lã azul-turquesa por cima de uma camisa branca.
A inclusão dos idosos no mercado de trabalho é fundamental para a diversidade nas empresas (Foto: Freepik)

O artigo 26 do Estatuto do Idoso prevê que o idoso no seu exercício profissional tenha respeitadas suas condições intelectuais, físicas e psíquicas. Todavia, a banalização desse preconceito faz com que ações excludentes e desrespeitosas no ambiente de trabalho se tornem cotidianas.

Segundo a Associação de Psicologia americana, o etarismo é um assunto sério e por isso existe a necessidade de debater essa questão, de forma que a população receba mais informações sobre a discriminação e encontre maneiras para minimizar esse cenário problemático.

Agora que você entende toda a problemática do preconceito contra a idade no mercado de trabalho, conhecido como etarismo ou ageísmo, confira as principais matérias sobre comportamento no nosso blog.

Por: Lívia Xavier, Jornal Jr – UNESP Bauru.

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