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Up Enfoque – Série Bem-estar animal – Pedro Henrique Esteves Trindade

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Na entrevista de hoje, Pedro nos conta sobre manejos e situações que possivelmente possam alterar o bem-estar dos equinos e nos relata sobre os desafios encontrados com relação ao bem-estar dos equinos no Brasil em duas grandes esferas, cavalos de lida e cavalos de esporte/lazer/militar. Pedro reporta sobre os estudos que  avaliam o bem-estar de equinos durante as rotinas de manejo e específica alguns indicadores de bem-estar de equinos submetidos a rotinas de trabalho. Além disso, também identifica dentre os manejos usuais, aqueles que colocam o bem-estar dos equinos em risco. 

Os indicadores de bem estar-animal em equinos são baseados no ambiente e nos animais, dentre eles, pode-se destacar os seguintes indicadores: fisiológicos (frequências cardíaca e respiratória, tugor cutâneo, tempo de preenchimento capilar, dosagens séricas de cortisol, lactato, creatina quinase, amino aspartatotransferase e proteína plasmática total, além de leucometria diferencial, hemograma e termografia infravermelha da região orbital), de saúde (escore de condição corporal, anormalidades na arcaria dentária, sinais de lesões corporais, situação dos cascos, sinais de prurido na base da cauda, presença de ectoparasitas, corrimento nasal e ocular, lesões na cavidade bucal e na superfície corporal), ambientais de conforto (temperatura, umidade relativa do ar, condições de alojamento e de trabalho) e comportamentais (avaliação das expressões faciais e corporais). Além disso, Pedro relata que é possível avaliar o comportamento e em particular as expressões faciais como indicadores de bem-estar animal para cavalos de lida; e avaliar a relação entre o comportamento corporal e expressões faciais com outros indicadores de bem-estar. A avaliação da expressão facial pode ser realizada por meio de filmagens de acordo com a presença ou ausência de cada característica específica da expressão facial para o comportamento de dor. As filmagens também são utilizadas para a avaliação da expressão corporal, considerando os indicadores de comportamento não específicos e os indicadores de comportamento específicos para dor nos membros e nas patas de cavalos.

Pedro também é cientista de dados e reporta sobre a importância de criar, refinar e validar escalas comportamentais para diagnóstico da dor em animais. Apesar da capacidade discriminatória muito boa desses instrumentos, eles apontaram alguns animais com diagnóstico de dor incerto, que pode se relacionar a assimetria da importância atribuída às pontuações comportamentais. O diagnóstico da dor e seu armazenamento torna-se mais ágil e assertivo, conjuntamente com o aprimoramento dos instrumentos validados robustamente e consagrados mundialmente para uso em situações clínicas e experimentais por profissionais e ou tutores. A avaliação das escalas de dor nos animais permite um diagnóstico mais preciso e com isso uma melhora significativa  na qualidade de vida dos animais, já que a utilização do animal deve ser feita de uma maneira racional almejando a evolução da humanidade.

Camila Vieira Curti

Doutora em Ecologia Evolutiva e Comportamental e Professora temporaria na USP, campus Pirassununga. Experiência em ecologia, comportamento e bem-estar animal

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