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Up Enfoque – Série Bem-estar animal – Helena Fagundes Karsburg

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A médica veterinária Helena Fagundes Karsburg, nossa entrevistada de hoje, nos traz informações sobre os selos de certificação de bem-estar animal e leite A2A2. Helena atua no processo de controle de qualidade e produção de produtos lácteos, bem como, na obtenção de selos de qualidade para leite e derivados. A entrevistada nos esclarece e traz uma grande contribuição sobre o entendimento dos processos e indicadores de avaliação de bem-estar em animais de produção para aquisição das certificações. 

É necessário uma auditoria precisa para o processo de aquisição do selo que pode durar até dois anos. Durante o processo, os auditores são capazes de avaliar se as diretrizes estão sendo respeitadas e, por conseguinte, verificar a manutenção do selo ou a necessidade de realizar as atualizações exigidas e especificadas pelos protocolos de avaliação. Dentre as diretrizes, é necessário avaliar se as empresas ou produtores estão atendendo as cinco liberdades e o modelo de bem-estar animal dos cinco domínios. As cinco liberdades e o modelo dos cinco domínios incluem prioridades a serem seguidas com relação a avaliação do bem-estar do animal. São realizadas três esferas de avaliação: i) a avaliação do animal, ii) avaliação do ambiente e iii) avaliação da relação do animal com o homem. O  animal deve estar livre de fome e sede, estar livre de desconforto, estar livre de doença e injúria, ter liberdade para expressar os comportamentos naturais da espécie e estar livre de medo e estresse. Vale ressaltar que as medidas a serem realizadas durante as auditorias abrangem indicadores fisiológicos, indicadores clínicos (dor, doenças e injúrias) e indicadores comportamentais. Nesse sentido, o estado psicológico do animal e a possível detecção de presença de comportamentos estereotipados são indicadores de estresse que também são avaliados. Com relação as instalações são necessárias verificações da estrutura em que os animais estão sendo mantidos ou criados e verificação se as instalações oferecem condições estabelecidas globalmente para a proteção e cuidados adequados do animal. 

As empresas que apresentam um planejamento e projeto adequado respeitando as exigências necessárias para o Bem-estar Animal, contam com a presença de funcionários e tutores bem treinados, realizam boas práticas de manejo, realizam procedimentos adequados e regularizados e cumprem com as legislações e diretrizes  internacionais e nacionais estão habilitadas a requerer o selo de qualidade.

Vale ressaltar sobre a importância das certificações e as vantagens para o mercado e para os consumidores mais conscientes tanto do produto final como da origem. Enquanto a regulamentação oficial não estabelece padrões mínimos de bem-estar animal ou mesmo a oferta de selos de bem-estar, o controle deve ser feito pela sociedade, principalmente consumidores e produtores.

Camila Vieira Curti

Doutora em Ecologia Evolutiva e Comportamental e Professora temporaria na USP, campus Pirassununga. Experiência em ecologia, comportamento e bem-estar animal

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