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Editorial SaúdeGeralSaúde

Óleos essenciais e os benefícios para a saúde

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Adicionar óleos essenciais em sua próxima lista de compras pode aumentar o seu bem-estar — de um melhor sono ao combate à hipertensão

Sobre um piso de cor cinza chumbo, três frascos de óleos essenciais em conta gotas ao lado de folhas de hortelã-pimenta dispostos em cima de uma toalha.
Os óleos essenciais podem ser aliados poderosos para te ajudar a enfrentar uma série de problemas, como a ansiedade e a depressão, por exemplo. Reprodução: jcomp/Freepik

Na definição do dicionário, a palavra essencial quer dizer algo que é muito importante, indispensável, que não pode faltar. Os óleos essenciais podem ser, assim como na acepção da palavra, indispensáveis no seu cuidado com a saúde física e mental e na melhora da qualidade de vida.

Neste artigo você vai descobrir o que são os óleos essenciais, quais seus benefícios, alguns dos principais aromas e como fazer o uso corretamente em seu cotidiano. Fique com a gente até o final!

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Definição

Os óleos essenciais são líquidos viscosos com fragrâncias naturais extraídas de plantas, frutas, folhas, especiarias ou raízes através do processo de destilação.

Os OEs — como também são conhecidos — são empregados em larga escala na aromaterapia — técnica terapêutica que promove o tratamento de doenças físicas ou psicológicas mediante a aspiração de aromas com propriedades medicinais. Isto se dá porque uma vez que a substância é assimilada e absorvida pelo canal olfativo, ela rapidamente faz com que o cérebro envie neurotransmissores que podem aliviar sintomas e acarretar uma sensação de conforto no corpo e na mente.

Existe uma variedade enorme de óleos essenciais e os seus efeitos vão depender da matéria-prima da qual ele foi extraído. A depender do tipo, os óleos podem fortalecer as defesas do organismo, conter a insônia e potencializar a qualidade do sono, reduzir uma inflamação, aumentar a energia e diminuir a ansiedade e a inquietação.

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Aqui vale separar os óleos essenciais das essências. As essências aromáticas têm efeito unicamente odorífero. Já os óleos essenciais, por contarem com atributos curativos em sua composição, podem ser aplicados como terapia alternativa para determinadas enfermidades.

Mulher branca com as mãos à cabeça, demonstrando angústia e preocupação. Ao fundo e em desfoque, uma sala em branco e um vaso com plantas.
O leque de mal-estares que os óleos essenciais podem te ajudar a combater é extenso: dores de cabeça, insônia, ansiedade, falta de concentração, humor depressivo, estresse, cansaço, dentre outros. Reprodução: rawpixel.com/Freepik 

Aromaterapia: funciona mesmo?

Antes restritos somente aos SPAs, os óleos essenciais eram aplicados em massagens relaxantes como um método de recreação, muitas vezes voltadas para a promoção do bem-estar e da estética.

Contudo, com a ascensão das evidências das qualidades terapêuticas dos OEs, começou a se estruturar a aromaterapia como prática — embasada na técnica milenar de usar perfumes e fragrâncias para amenizar sintomas extremos (em especial, os psicológicos).

Segundo o blog da Terra Flor, empresa que atua há mais de uma década no mercado da aromaterapia, apenas na Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) foram publicados cerca de 413 ensaios científicos que têm como temática central os óleos essenciais — concedendo cada vez mais respaldo profissional para os tratamentos sustentados na inalação de aromas.

Além disso, hoje a aromaterapia é oferecida no Brasil pelo SUS (Sistema Único de Saúde) como uma prática integrativa e complementar para tratar certas doenças — isto é, as terapias manipulando óleos essenciais são coligadas a tratamentos tradicionais, como o uso de medicamentos, para intensificar os resultados.

E quais são os óleos essenciais ideais para você?

  • Bergamota: Bergamota, mexerica, poncã, tangerina. Seja lá como você conheça a parente próxima da laranja, o óleo essencial de bergamota é extremamente eficaz para suavizar o estresse e a ansiedade. Para mais, também conta com propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias, antiproliferativas e analgésicas.

Óleos essenciais com efeitos semelhantes: capim-limão, laranja doce, sálvia e gengibre.

  • Lavanda: Muito mais do que uma essência de lustra móveis, a lavanda é uma planta amplamente conhecida por seu potencial medicinal e cheiro inebriante. O óleo essencial de lavanda pode te ajudar a ter um sono mais revigorante, no combate à ansiedade, a atenuar inflamações e na estabilização da pressão arterial.

Óleos essenciais com efeitos semelhantes: ylang ylang, camomila, toranja e erva-doce.

Aqui, todavia, fica um alerta: por derivar de uma fruta cítrica, o óleo essencial de limão pode provocar queimaduras na pele se esta for exposta aos raios solares logo após uso tópico.

Óleos essenciais com efeitos semelhantes: copaíba, canela-cássia e grapefruit.

Existem óleos essenciais para todos os gostos: da laranja doce ao gengibre. Reprodução: pvproductions/Freepik
  • Hortelã-pimenta: Poucos óleos essenciais são tão capazes de energizar o organismo quanto o de hortelã-pimenta — há estudos preliminares, inclusive, sugerindo que homens que inalam a fragrância têm desempenho superior na academia do que aqueles que não tiveram contato com o OE. Ademais, existem outros dois efeitos peculiares do óleo de hortelã-pimenta: ele é excelente para repelir insetos e controlar os desejos por chocolate.

Óleos essenciais com efeitos semelhantes: canela, alecrim, sândalo e jasmim.

  • Eucalipto: Quem sofre com rinite, sinusite ou demais processos inflamatórios alérgicos, sabe o quanto a coriza pode ser incômoda ao ponto de estragar o dia de alguém. Para resolver este problema, o óleo essencial de eucalipto atua diretamente nas mucosas do nariz, controlando o congestionamento nasal e liberando as vias respiratórias.

Óleos essenciais com efeitos semelhantes: melaleuca e lavanda brasileira.

Usos e aplicações

  • Por inalação: Aqui a aromaterapia pode ser conduzida de duas maneiras — por intermédio de um difusor ou pela aplicação do óleo essencial em um objeto do seu dia a dia. 

O uso mais comum se dá através de um difusor elétrico — um artefato geralmente em formato globular onde você pode pingar uma ou duas gotas do OE de sua preferência — e, atenção: nunca mais do que isso — para que ele exale o vapor com o cheiro desejado. Uma vez que os difusores, aromatizadores e umidificadores, em sua maioria, possuem a tecnologia de difusão a frio, eles são capazes de vaporizar o líquido inserto sem fazer com que ele perca as suas propriedades terapêuticas.

Contudo, caso não queira gastar com um difusor, você pode improvisar aspergindo o óleo essencial em um recipiente com água fervendo, onde ocorrerá a vaporização aromática do mesmo modo. Já com a essência imbuída no ambiente, inspire profundamente por dez vezes e, em seguida, deixe a respiração seguir seu curso natural. Entre 15 e 60 minutos — no máximo — finalize a prática e abra as janelas, para arejar o local com ar fresco. Seguindo este ritmo, você poderá realizar a aromaterapia todos os dias.

Ainda no uso por inalação, você pode destilar algumas gotas do óleo essencial em um utensílio ou acessório que você utiliza com frequência. É frequente este tipo de aplicação na roupa de cama — entretanto, se atente para não exagerar na dose e deixar o cheiro excessivamente forte.

  • Por uso tópico: O uso tópico nada mais é do que o uso diretamente na pele — e aqui vai um asterisco: os OEs jamais devem ser aplicados em qualquer parte do corpo sem antes serem diluídos em água. Posto que se tratam de substâncias altamente concentradas, os óleos essenciais podem causar irritação, vermelhidão ou erupções cutâneas no tecido da epiderme em sua forma original.

Aqui os óleos essenciais podem ser empregados por meio de massagens, escalda-pés, banhos relaxantes ou terapias com compressas.

  • Em skincare: Os óleos essenciais vêm marcando cada vez mais a sua presença no mercado da estética natural. Uma extensão dos usos tópicos, os OEs também têm indiscutível potencial para acalmar e hidratar a pele, sem contar a prevenção na queda de cabelo e o tratamento de manchas, a depender do tipo — além de, claro, enriquecer os produtos com os aromas.

Você pode confiar em alguns óleos essenciais específicos para cuidar do seu rosto ou corpo — as fragrâncias mais usuais são olíbano, melaleuca (tea tree), palmarosa, lavanda francesa, hortelã-pimenta e gerânio. E aqui não custa reforçar o lembrete: nunca aplique o óleo essencial direto na pele sem antes diluir. Neste caso, ele pode ser misturado com óleos vegetais, gel de babosa ou até em cremes e loções neutras.

Tome cuidado!

Os óleos essenciais são substâncias de alta intensidade, uma vez que liberam compostos orgânicos voláteis (COVs) em sua vaporização — os mesmos efluentes gasosos frequentemente ligados a tintas e pesticidas. Dado isso, você deve fazer o uso dos OE com moderação, alternando a fragrância do óleo essencial com a ventilação de ar fresco.

Além do mais, pesquisas mais recentes mostraram que os óleos essenciais só garantem benefícios instantâneos — portanto, assim como uma massagem localizada não pode resolver uma escoliose vertebral, por exemplo, por mais que proporcione relaxamento momentâneo, os OE também não conseguem curar transtornos crônicos. Daí a importância de aliar os óleos essenciais com outros tratamentos mais convencionais.

De todo modo, em caso de qualquer reação adversa, é indispensável consultar um profissional da medicina especializada.

Por: Sérgio Toledo  – Jornal Jr. – Unesp/Bauru

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